quarta-feira, 25 de abril de 2012
Sentidos
Tão mais alto seria o que dizes em silêncio
Quando busca no olhar encontrar a resposta
Para a pergunta cega que não quer calar
Quando imperceptível se torna a olho nú
A berrante fantasia de protestos sem motivo
Tão mais sensível fica ao tato o vazio
Quando preenchido com verdades sem sentido
E quando a loucura nos faz abrir os olhos
E a sensatez passa a ser qualidade
Tua verdade começa a ser consumida
Pela própria vaidade
E quando nada que é lido pode ser resumido
E traduzido passa a ser tua própria língua
Me deparo novamente com o jamais visto...
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Eu sei
O que você nem imagina que exista;
Eu vivo
O que você nem espera um dia sonhar;
Eu descubro
O que você nem imagina um dia esconder;
Não sei o que pode ser pior
ou melhor...
Nem sei se o que digo é verdade,
Nem sei se vivo o que digo;
Mal posso me ouvir
Enquanto escuto sussurros ao anoitecer...
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Pronto para a chuva
Estou pronto para a chuva
Se ela cair
Estou pronto para a chuva
Se ela cair como uma luva
Para ela um rosto molhado
Um céu escurecido, um descanso ao sol
Uma mudança de ares
Se a chuva vier
Que seja bem-vinda.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Na memória
Fitando meu olhar como que fitasse o horizonte,
Ali presente, de corpo e alma,
E eu tão egoísta, distante...
Como se fosse pra sempre
Acabando em segundos intermináveis
Mesmo que sem haver jamais o reencontro
Ficaram para sempre, as esmeraldas
Na memória.
sábado, 19 de novembro de 2011
Sentir-se vivo
São as emoções fortes, boas ou ruins, que nos fazem sentir vivos
São as dificuldades que nos mostram o quão simples e fácil é a vida
mesmo querendo nós sempre complicá-la...
São as emoções fortes, boas ou ruins, que nos fazem sentir vivos...
...sempre um sentimento bom.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Fragilidade
Tao frágil quanto uma longa vida
Longa e saudável vida
Saudável e produtiva vida...
?
?
?
Sentirei saudades vó!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
FANTASIADA PARA O CARNAVAL
Nem a música é capaz de explicar
Nem o som mudo de tantas vozes
Uníssono...
Nem o complemento verbal da frase não dita
A descaracterização da falta do caráter
onde o mais encoberto mal era visto
Escondido sob panos pequenos demais
Para encobertar...
Nem a poesia é capaz de entender
Complementada de arranjo ou à capela
Com a mais sofrida ferocidade
de uma delicada frase
De traição e angústia...
Nem mesmo a engenharia com toda a destreza
Meticulosa e exata por natureza
Em toda a sua falta de engenhosidade
Sem a fadada criatividade
De um mundo já inventado...
Nem mesmo a música seria capaz de explicar
O que ela sequer conseguiria entender
Se na sua frente dançasse a resposta
Fantasiada para o caranval.
domingo, 19 de junho de 2011
Nada nos faz senti-la

Estando no sul longe da tradição sulista
Apesar de inúmeras referências à tradição de lá
Nada consegue nos fazer senti-la...
Vendo chimarrão por todos os parques
Adesivos mostrando orgulho tradicionalista
Milongas ressonando em apartamentos aleatórios
Nada nos faz senti-la...
Bares lotados de torcedores fanáticos
Agindo como se em casa para reverenciar o maior clássico do mundo
Sofrendo a cada lance de peleias históricas
Nada nos faz senti-la...
Um clima não tão diferente, não menos aconchegante
Uma região não tão distante, porém
Nada nos faz senti-la
Nada nos faz sentir a tradição através de referências
Nada nos faz sentir o amargo da erva-mate apesar de a mesma provarmos
Nenhum adesivo nos faz sentir o orgulho de estar na presença do símbolo Farrapo
Nenhuma milonga é qual aquela tocada durante a Semana Farroupilha
Nem mesmo o clamor de todas as torcidas reunidas
Nos faz cantar os hinos com tamanha paixão
Nem mesmo todas as formas de se enfrentar o mesmo frio
Substituem o calor recebido pelo povo de lá,
Da minha terra,
Do Rio Grande do Sul!
Por gaúchos se aventurando em terras estranhas, com saudades...
sábado, 18 de junho de 2011
Temporariedade
Outras esbarrando no que já deixou de ser um obstáculo;
Na novidade a esperança de prosperidade
Na consciência a vaga lembrança do que sonhou para si um dia;
No que encontrou, a sensação de temporariedade;
Onde estará nunca se sabe;
Uma vez ouvi dizer que, em uma vida onde tudo é temporário,
Onde nada é o bastante
Não há felicidade, nem realização... E isso faz todo o sentido!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Quando se está longe de casa...
O pensamento voa junto com as rodas do auto-motor;
Longe tudo é mais pesado, assim parece,
Porém o desafio é a nossa energia, como diria o merchan da televisão;
O que espera um andarilho que sai por aí sem destino
Não parece muito diferente do caminho trilhado por cada existência;
A vida, dizendo assim alguém com apenas 19 anos de experiência no assunto,
Não passa de um caminho com fim inesperado, porém há muito aguardado.
Todos conhecem o final, mas desconhecem os meios.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Continuação no Recomeço
Um fim não-desavisado
Previsto desde o início mas, ainda assim,
inesperado;
Quando uma fase da vida passa?
Devemos lamentar o que se foi
Ou nos alegrar com o que virá?
Talvez um misto, até que ambos se anulem;
O início de um futuro incerto
Cheio de dúvidas e oportunidades
Cheio de pedras e água fresca
Cheio de imprevisões;
Imprevistos com mescla de:
"Eu já havia previsto"
Capacidade de recomeço, com cara de continuação;
Uma vida em quatro anos, que acaba de começar;
Começo no fim é sempre um recomeço...
Então, BOA SORTE pra quem ousa recomeçar, ou é "obrigado" a continuar, se é que me entendem... xD
domingo, 21 de novembro de 2010
Encontra-se do outro lado
O não-sonho realizado,
O não-caso desenrolado,
O não-saber desconhecido,
A antítese do semelhante,
A não-expressão no semblante, distante...
A consciência da não-ciência
A ciência de consentir com o perigo
O perigo de obscurecer o caminho
Irrevelável segredo de mentes mortas
Perdidas no espaço
Dispostas na prateleira do tempo;
Sem sangue, destreza ou consequência
Se rompe no lado mais fraco
Sem foco, ciência ou clarividência
Se perde no interior eternizado;
Sem saber por que,
Encontra-se do outro lado,
Desavisado.
domingo, 7 de novembro de 2010
Olhos Vendados
Vida que se finda
Morte que renasce...
Renasce de onde mesmo?
Das cinzas?
Impossível!
Nem a fênix é capaz de renascer das cinzas
enquanto a chuva não cessa;
E obscura é a alma
De quem cruza pela vida
De olhos vendados.
sábado, 30 de outubro de 2010
A Mesma Moeda
O cansaço me abateu.
Cansaço físico, cansaço mental
Cansaço emocional...
A frustração nunca andou tão próxima da confusão
E a confusão nunca fez tanto mal;
Cansado de ter que escolher o ruim para evitar o péssimo,
Cansado de não conseguir mandar em si mesmo
Com medo de decepcionar quem nem ao menos se importa;
Um cansaço caminhando lentamente para a exaustão,
Sem saída estratégica, escape ou segunda opção,
Nada é o que parece ser, a menos que moldada seja a visão
Capaz de ver os dois lados, sem barreiras ou nuvens negras;
Os dois lados de uma mesma moeda,
Uma moeda com mais de dois lados;
Com valores distintos, tamanhos e intensidade,
Mas, ainda assim, a mesma moeda!
Muitas vezes as mudanças são mais rápidas do que somos capazes de acompanhar...
sábado, 23 de outubro de 2010
Por Otimismo, Sonhar
Por esquecimento, perder;
Por sofrimento, lembrar;
Por desconhecer, se perder;
Por conhecer demais, extravagar.
Por altruísmo, doar;
Por necessidade, receber;
Por carinho, acompanhar;
Por compaixão, sofrer.
Por escolhas erradas, perder o rumo;
Por destinos traçados, prever o futuro;
Por um sorriso, perder a noção;
Por descuido, partir um coração.
Por falta do que fazer, criar um problema;
Por meio de crise, uma solução;
Por muito pensar, entrar em um dilema;
Por muito raciocinar, perder a razão.
Por cavalheirismo, ceder o lugar;
Por timidez, a face rosar;
Por coragem, tomar uma decisão;
Por tanto errar, alcançar a perfeição;
E, por otimismo, sonhar.
sábado, 9 de outubro de 2010
DIVISÃO
Divido não exatamente ao meio.
Divido não exatamente “divido”;
Uma certeza de cada lado.
Uma dúvida idêntica em ambos;
Com certeza de nada,
Teorias pra tudo;
Conspirações abandonadas,
Por falta de futuro;
O sentimento se divide:
Lado claro, lado escuro,
Se misturam;
Deixando tão cinza,
A claridade que incide
Quase morta;
Um passo em falso no caminho estranho,
Nos leva até um atalho conhecido;
Um tropeço sem motivo,
É um belo motivo para o tropeço;
Arriscando-se em sonhos,
Despertando quebrado pela queda...
Na noite passada em flagelos,
Reorganizando os farelos,
Da remontagem da bela escultura,
Espelhada na glória
Da extinta cultura.
domingo, 26 de setembro de 2010
Fundo Falso
A certeza que nos faz perder a razão
A razão que se choca com a contradição
O dilema que se dissolve em problemas;
A decisão tomada às pressas
O caminho escolhido na sorte
A conclusão dissolvida em dilemas;
Meias-verdades que se somam,
Formando mentiras inteiras,
Que nos perseguem, no encalço...
Brincadeira com fundo de verdade
Ainda que seja um fundo falso;
Falsidade ideológica,
Na mente ideias sem sentido
Passadas para o papel em poucos traços;
Ideologias que se complementam,
Preenchendo a falta de ideologia;
Vaidades que se vão com o vento...
Uma solução sem identidade,
A própria beleza escondida pela vaidade...
domingo, 19 de setembro de 2010
Mostre-me
Deixe-me fazer parte da sua vida,
Deixe-me entrar nela,
Não apenas girar em torno;
Cansei de me incomodar com a sua superficialidade,
Diga-me o que realmente pensa,
Quando está pensando em mentir;
Mostre-me a verdade escondida no brilho do seu olhar,
Que transparece...
Em oposição à escuridão turbulenta da sua alma.
sábado, 11 de setembro de 2010
Dilema
Uma questão
Múltiplas respostas
Nenhuma suficiente...
Uma sensação
Múltiplas explicações
Nenhuma convincente...
Uma confissão
Inúmeras reações
Nenhuma a esperada;
Uma conclusão seguida de um dilema
Uma reação: problema
Uma solução: esquecer o tema
Uma consequência: frustração!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
EXTENSÃO
Se não completar-te?
O que seria de mim,
Se não uma parte sua?
Uma peça esquecida na remontagem do quebra-cabeça;
Uma sujeira perdida no canto do cômodo;
Poeira na escuridão,
Sobre a superfície lisa da contradição;
Uma extensão,
Que não lhe faz falta alguma.
sábado, 4 de setembro de 2010
Janela de Ônibus
Olhar através,
Espelhar-se,
Espelhar alguém...
Quase sempre essas coisas se confundem,
Alternando muito rapidamente;
Muitas vezes mal interpretado:
Enquanto olha através,
Deixa a impressão de espelhar-se,
Ou de espelhar alguém;
Outras vezes bem usado:
Para passar o tempo
Através de ruas mais do que conhecidas
Entre pessoas mais do que iguais...
Iguais na diferença.
sábado, 28 de agosto de 2010
Ídolos à parte...
Por que será que, quando estamos próximos de um ídolo, agimos como nunca nos imaginamos capazes de agir?
Por que nos tornamos bestas o suficiente para querer tirar uma simples foto ao seu lado, ter uma folha qualquer com o seu nome escrito, pelo simples fato de ter saído de seu punho? E, com ambas as coisas em mãos, nos sentimos como quem ganha um troféu?
Por que invadimos locais proibidos, agimos como crianças esperando pelo doce, não nos importamos com sua aparência?
Um músico, a alguém que desconhece seu trabalho, aparenta simplesmente o que é exteriormente: um “cabeludo feioso”, um “magricela esquisito”, um “gordo engraçado”, etc, etc, etc, etc, etc...
Para um fã, o músico aparenta as suas músicas. Quando olhamos para ele (agora falando como um fã), vemos estampado tudo o que ele já fez. Na sua testa aquela letra que significa tanto. Aquela “aparência estranha” é moldada pela sua “subjetiva genialidade”, por sua capacidade de fazer o que tantos tentam, mas poucos conseguem: agradar-nos.
Quando vemos um ídolo, praticamente vemos um pai. Muitas vezes começamos a tocar um instrumento por causa dele, tivemos muitas alegrias por causa de uma música sua que tocou em um determinado momento ou embalou uma falta de assunto, preenchendo-a melhor do que qualquer conversa.
Naquele momento em que você estava triste e ninguém a sua volta entendia porque, a música explicava tudo melhor do que você próprio faria... ou tentou fazer. Quando aquela frase de efeito, que tinha tudo pra ser apenas mais uma “frase de efeito”, se tornou uma filosofia de vida, uma frase para momentos difíceis, uma inspiração.
Quando aquela música começa a tocar, e você olha para dentro de si mesmo e pensa: BAH! ESSA MÚSICA É BEM BOA! Ou quando ela começa a tocar em algum lugar aleatório, pouco propício a sua execução, e, instantaneamente, você olha para o lado e vê que, ao seu lado, alguém olhou para você, provavelmente pensando: olha que legal, nossa banda favorita...
Esse assunto poderia se estender muito mais além, mas é melhor parar por aqui, afinal, depois de ver o show e conseguir uma “simples foto” e uma “simples assinatura” do seu compositor favorito depois de ter que invadir o palco para isso, se passando por fotógrafo profissional, tendo uma das fotos sendo tirada pelo próprio ídolo (sendo o primeiro a tirar uma foto com ele pelo fato de ter se passado por fotógrafo e estar no palco), todo assunto é pouco.
Uma noite para jamais ser esquecida!
sábado, 21 de agosto de 2010
Noite
Beleza escondida
Brilhos que despertam a imaginação
Que inspiram...
No seu interior apenas escuridão
Ao seu redor apenas silêncio
Algo disforme, talvez um gancho,
Ou uma lanterna distante iluminando sem luz própria,
Mas tão mais bela do que qualquer brilho;
Deixei o tempo na memória
E me perdi em seu espaço...
Sem querer me encontrei;
Olhando fixamente para lugar nenhum
Enxergando tudo o que havia tanto tempo buscado
“Pensamentos vindos de lugar nenhum”
Para encontrar um sentimento isolado.
Obs: Sim, eu sou obcecado pela noite... xD
Pensamentos soltos traduzidos em palavras
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Não sei o que é pior: a perda ou não ter a quem culpar!
domingo, 15 de agosto de 2010
POEMAS CURTOS
Essa chuva que não cessa
Esse vento que dispersa
Esse pensamento que não dorme
Essa solidão tão disforme
PRA SEMPRE
Sempre o nunca chega antes do que agente imagina,
E tão mais cedo encontra o caminho de volta,
Pois o pra sempre não passa de promessa
E promessa nem sempre é dívida suscetível a pagamento
domingo, 8 de agosto de 2010
Logo...
Um coração partido em meio ao tumulto da guerra;
Um senhor de si mesmo... sem controle algum.
sábado, 31 de julho de 2010
No Silêncio da Noite
Ruídos inundando a escuridão
Passos distantes
Distantes de tudo, de todos
Quase uma obsessão.
Dor, angústia
Às vezes apenas silêncio
Criação, alienação
Uma ciência perdida
Verdade esquecida
Retidão corrompida
Surdos por natureza
Mudos por destreza
Cegos por necessidade
Sozinhos por opção
Felizes através de ilusão
Acompanhados pela liberdade
Falsa liberdade
Sem regras, ordens ou caminhos traçados
Sem... Destino!
Livres para escolher:
Sujeira ou exclusão
Morte ou prisão.
sábado, 24 de julho de 2010
Apenas mais um
Fora de mim eu não sou ninguém!
Dentro de ti me sinto aquecido
Fora de ti me sinto esquecido.
Diante de mim sou o ser mais forte do mundo
Diante de ti, só mais um frágil cristal imundo.
Além de tudo isso
Sou apenas mais um.
Algo está fora do lugar
Não sei se é o vaso de flores no chão
Ou talvez o cano furado na parede.
Algo está fora do lugar...
Não sei se é a desordem pós terremoto
Ou a correria por sobrevivência.
Algo está fora do lugar...
Não sei se é o vulcão em algum país distante
O aquela casa sendo levada pelo vento.
Algo está fora do lugar...
Não sei se é algo fora do lugar
Ou somos nós os alienígenas!
Mas, não sei por que, algo está fora do lugar...